2003-02-12

O Blog de Esquerda publicou um pequeno texto de Nuno Carvalho, em defesa da França. Extractos:

Seguem-se Foucault, Deleuze, Derrida, constelação de estrelas a anos-luz das banalidades de um Steiner ou Bloom.

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Agosto de 2002. Cagnes-sur-mer. Uma mulher inclinada numa varanda sobre o mar. Os dias são longos, a água quente, as livrarias abundantes, pequenos seixos, o mar azul. Em vez de gelados, Pierre – nome fictício – vende cafés e tartes de maçã à beira-mar. Mais tarde, nas compras para o jantar, consegue-se roubar «Le Marin de Gibraltar», de Duras, no supermercado local.


Não, não chega a ser uma confissão. O roubo do livro é apresentado como fazendo parte da mesma atmosfera idílica que inclui uma "mulher inclinada numa varanda sobre o mar". Terá isto alguma coisa a ver com o pós-modernismo (leia-se, relativismo) a que o autor do texto se converteu?

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