2003-02-12

Não resisto a divulgar aqui um apelo difundido no Brasil e que, certamente por engano, recebi via correio electrónico. A estupidez e o anti-americanismo que revela são verdadeiramente de antologia:


CONVITE A TODAS AS PESSOAS QUE ACREDITAM QUE NA PAZ

Na década de 50 os negros americanos dos Estados do Sul, como Alabama, Geórgia, Mississipi, etc, só podiam sentar nos bancos traseiros dos ônibus. Um dia uma senhora negra sentou-se num banco da frente e foi agredida e expulsa do ônibus. No domingo seguinte o Reverendo Martin Luther King iniciou um movimento de boicote aos ônibus, movimento esse que obteve total adesão dos negros, até mesmo dos outros Estados sulistas. Onze meses depois do início do boicote, durante o qual os negros não andaram de ônibus, os políticos, pressionados pelos proprietários das empresas, votaram uma Lei que proibia a discriminação racial nos meios de transporte.

Essa é a linguagem que os políticos americanos entendem. A linguagem do "business".

Agora, Bush e seu parceiro Toni Blair, da Inglaterra, pretendem invadir o Iraque para apropriar-se de suas reservas de petróleo, da mesma forma que vem interferindo na política da Venezuela e em muitos outros países, direta ou indiretamente, como se fossem os únicos donos da verdade. Está na hora de sairmos de nossa letargia, de nossa indiferença, e começarmos a agir. Nessa linha, propomos um boicote aos produtos americanos.

Jogar pedras e quebrar vitrines dos Mac Donnalds, mundo a fora, é fazer o jogo da violência, que é o jogo deles. Basta deixarmos de ir lá no MacDonald´s. Basta ensinar aos nossos filhos que eles podem obter boa comida em outros lugares.

Igualmente, quando tivermos sede, não precisamos tomar Coca-Cola. Vamos tomar um guaraná ou um chá, que seja produzido aqui.

Quando comprarmos um carro, compremos carros franceses, alemães, italianos, coreanos, japoneses, ou qualquer outro, menos Ford, GM ou Crysler.

Abastecer o carro: Petrobrás, Ipiranga ou Shell (que é holandesa). Esso, não. - Conta em banco: Citi ou Boston - estamos fora.

Remédios, computadores, pasta de dente, roupas de grife, passagem aéreas, qualquer coisa americana que possamos substituí-la por outra ou deixa-la prá depois.

Aliás, esse remédio já foi experimentado pelos ingleses, na Índia. Lá, Gandhi liderou a "resistência pacífica" e, sem violência, obteve a independência de seu País.

Detalhe: não vamos estar criando mais desemprego ao não irmos no Mac Donnald, ou não tomarmos Coca-Cola, pois estaremos gerando emprego ao consumirmos produtos de seus concorrentes. Apenas, o lucro e os royalties não vão mais para os Estados Unidos.

Finalmente, lembre-se: individualmente, não somos ninguém, mas, como povo e como consumidores, temos o poder em nossas mãos. Pode parecer muito pouco, mas todos os grandes sonhos realizados começaram com ideais que pareciam impossíveis. Caminhamos na direção daquilo que acreditamos, e certamente devemos acreditar na força das atitudes e da ações de um grupo coerente e unido.

(Conselho Parlamentar para uma Cultura de Paz)

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