2005-02-02
Charlie's gone, Teddy, it's all over now
Pouco tempo antes das presidenciais 2004 nos EUA, Jon Stewart, o "frontman" do Daily Show, insuspeito de qualquer simpatia pelo GOP, disse que achava John Kerry "o homem certo para nos tirar do Vietname". Alguém se esqueceu de explicar ao Senador Edward Kennedy que era uma (excelente) piada, que a Guerra do Vietname já acabou e que o Iraque é uma história muito diferente. Ninguém lhe explicou e ele, coitado, parece que não chega lá sozinho.
Terrorismo e indulgência
Se deitarem a mão a uma cadeira atirá-la-ão contra a montra da loja mais próxima; se deitarem a mão a um avião atestado de combustível, projectam-no contra edifícios em Nova Iorque. O ódio político à “globalização” é o mesmo; a disposição para recorrer à violência contra inocentes é a mesma; a loja do lado e o World Trade Center têm para o terrorista o mesmo “valor simbólico”. Só os meios e a disposição pessoal é que os distinguem: o jihadista da Al Qaeda vive como um selvagem, escondido no meio das montanhas inóspitas da Ásia Central e não se importa de morrer (ou mandar morrer) em nome da "causa"; o “alter globalista”, depois da sua rebeldiazinha diária, quer voltar para casa (dos papás?) e continuar a usufruir do bem estar que a sociedade “globalizada” e orientada pela motivação económica lhe proporciona. O jihadista é menos hipócrita.
2005-01-31
A gargalhada
Acerca das eleições no Iraque, diz o Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Michel Barnier:
C'est une victoire pour le peuple irakien, et c'est une première marche importante, qui était indispensable pour la démocratie et pour le processus politique que nous souhaitons et auquel nous travaillons - je parle de la communauté internationale - depuis des mois."Nós" a "comunidade internacional". Incluindo, claro, a França, que contribuiu fortemente para as eleições no Iraque, como bem sabemos...
2005-01-30
Temer ou esperar?
Para a TSF, nas eleições no Iraque não ocorreu o grau de violência esperado. Para a BBC, não ocorreu o grau de violência temido. A escolha inconsciente de uma palavra tão ambígua como esperada é reveladora da parcialidade da TSF.
Avidez de sangue
Na TSF já se ouvem os repórteres, ávidos de sangue, anunciando com satisfação mal disfarçada os atentados que vão ocorrendo no dia de eleições no Iraque.
A destruição lenta de Portugal
Autor? O Estado, claro. A costa de Cascais e do Estoril está a ser "requalificada". Detestamos a desordem das rochas, que ali estão, ao acaso, há milénios. Não suportamos as plantas que crescem onde lhes apetece, temos de "desmatar". Precisamos de betonar, "consolidar" arribas, permitir à população "usufruir" os belíssimos paredões que se constroem há décadas, e que se continuarão a construir por esse país fora.
Há uns tempos, numa assembleia de freguesia em que se discutia um orçamento que incluía pagar a um professor de Tai Chi para dar as suas aulas aos fregueses que o desejassem, pagar ateliers de pintura e outras "artes" a quem as poderia pagar do seu próprio bolso, pagar "acções praia-campo" a que qualquer freguês, rico ou pobre, pode mandar gratuitamente os seus filhos, financiar um deficitário posto médico onde o executivo e membros da assembleia têm direito a consultas gratuitas ("é necessário compensar-nos de alguma forma, que estamos aqui a trabalhar pela população, não é?", "afinal, não é isto que se faz em todo o país?", "o senhor é um idealista", "repare, isso é um mesquinhice, já viu o peso reduzido que isso tem sobre o orçamento?"), um membro da assembleia que, na oposição, se preparava para uma confortável abstenção, explicou-me que tudo isto era natural, pois as freguesias têm pouco poder e têm de descobrir coisas para fazer, em que possam gastar o dinheiro que têm à sua disposição.
O trágico é que o mesmo se passa, em escalas sucessivamente maiores, com os municípios e com o próprio governo. E assim vamos, com aulas de Tai Chi e TGV, passando por "requalificações do litoral", "mobiliário urbano" e "enchimento artificial da praias", aumentando o poder do estado, tornando-nos crianças a quem oferecem uns parques de diversões (que pena termos perdido a America's Cup... mas sempre ganhámos o Campeonato Mundial de Vela*!), habituando-nos a pedir sempre mais e mais, enquando se destrói um país e se quebra a espinha a um povo, lentamente.
* "Investimento" do Estado? 16 milhões de euros...
Há uns tempos, numa assembleia de freguesia em que se discutia um orçamento que incluía pagar a um professor de Tai Chi para dar as suas aulas aos fregueses que o desejassem, pagar ateliers de pintura e outras "artes" a quem as poderia pagar do seu próprio bolso, pagar "acções praia-campo" a que qualquer freguês, rico ou pobre, pode mandar gratuitamente os seus filhos, financiar um deficitário posto médico onde o executivo e membros da assembleia têm direito a consultas gratuitas ("é necessário compensar-nos de alguma forma, que estamos aqui a trabalhar pela população, não é?", "afinal, não é isto que se faz em todo o país?", "o senhor é um idealista", "repare, isso é um mesquinhice, já viu o peso reduzido que isso tem sobre o orçamento?"), um membro da assembleia que, na oposição, se preparava para uma confortável abstenção, explicou-me que tudo isto era natural, pois as freguesias têm pouco poder e têm de descobrir coisas para fazer, em que possam gastar o dinheiro que têm à sua disposição.
O trágico é que o mesmo se passa, em escalas sucessivamente maiores, com os municípios e com o próprio governo. E assim vamos, com aulas de Tai Chi e TGV, passando por "requalificações do litoral", "mobiliário urbano" e "enchimento artificial da praias", aumentando o poder do estado, tornando-nos crianças a quem oferecem uns parques de diversões (que pena termos perdido a America's Cup... mas sempre ganhámos o Campeonato Mundial de Vela*!), habituando-nos a pedir sempre mais e mais, enquando se destrói um país e se quebra a espinha a um povo, lentamente.
* "Investimento" do Estado? 16 milhões de euros...
2005-01-28
2005-01-27
Humor em Política
O Wall Street Jornal Europe publicou ontem uma notícia muito divertida. O jornal dá conta de uma brutal injecção de capital — cerca de 500 milhões de dólares — directamente dos cofres do Governo da República Francesa para a conta bancária de uma empresa privada, com o estimável propósito de a salvar da falência certa.
Não, não se trata da ELF, nem da Air France, nem da Renault, nem de nenhuma das ilustres bandeiras da economia francesa. Trata-se da Euro Disney SCA. Pois, essa mesmo: a subsidiária europeia da gigante americana Walt Disney Co.
E assim temos o campeão europeu do anti-americanismo a dar uma mãozinha (uma senhora mãozinha, diga-se de passagem) a um estandarte da cultura burguesa e consumista—provavelmente o maior dos estandartes, já que se baseia numa combinação inebriante de Hollywood e fast-food. É ou não é divertido?
Eu acho que é. Mas, para variar, o MNE francês tem uma opinião diferente. Para ele tudo isto é muito sério: "Nós estamos reconhecidos ao povo americano e temos muito respeito pela sua cultura."
Claro, claro... Pela mesmíssima cultura que há bem pouco tempo, como bem lembra o op-ed do WSJE, mereceu do Presidente da República Francesa o epíteto: "Desastre ecológico". Divertido, não é?
Bom, mas agora a sério: convém não perder de vista a crise do emprego em França, e só o parque de diversões da Disney (verdadeiro "Chernobyl cultural", no entender da elite cultural francesa) é responsável por 43.000 postos de trabalho.
p.s.: E andamos nós surpreendidos com as declarações dos humoristas portugueses?
Não, não se trata da ELF, nem da Air France, nem da Renault, nem de nenhuma das ilustres bandeiras da economia francesa. Trata-se da Euro Disney SCA. Pois, essa mesmo: a subsidiária europeia da gigante americana Walt Disney Co.
E assim temos o campeão europeu do anti-americanismo a dar uma mãozinha (uma senhora mãozinha, diga-se de passagem) a um estandarte da cultura burguesa e consumista—provavelmente o maior dos estandartes, já que se baseia numa combinação inebriante de Hollywood e fast-food. É ou não é divertido?
Eu acho que é. Mas, para variar, o MNE francês tem uma opinião diferente. Para ele tudo isto é muito sério: "Nós estamos reconhecidos ao povo americano e temos muito respeito pela sua cultura."
Claro, claro... Pela mesmíssima cultura que há bem pouco tempo, como bem lembra o op-ed do WSJE, mereceu do Presidente da República Francesa o epíteto: "Desastre ecológico". Divertido, não é?
Bom, mas agora a sério: convém não perder de vista a crise do emprego em França, e só o parque de diversões da Disney (verdadeiro "Chernobyl cultural", no entender da elite cultural francesa) é responsável por 43.000 postos de trabalho.
p.s.: E andamos nós surpreendidos com as declarações dos humoristas portugueses?
2005-01-26
Democracia e Coragem
O próximo Domingo será um dia crucial para a história do Médio-Oriente e para a da Democracia. O que está verdadeiramente em jogo não é a vitória de um ou outro partido. O que está em jogo não é sequer um julgamento da política externa americana. O que está em jogo é algo muito mais sério: é a própria Democracia e, com ela, a possibilidade da edificação de um Estado de Direito capaz de assegurar as liberdades mínimas a todos os iraquianos.
Para já, o que estamos a assistir é a uma lição de coragem humana. A coragem dos milhares de iraquianos que estão a contribuir activamente para o processo eleitoral. A coragem dos milhões de iraquianos que, arriscando as suas próprias vidas, se preparam para ir votar no próximo Domingo.
Para já, o que estamos a assistir é a uma lição de coragem humana. A coragem dos milhares de iraquianos que estão a contribuir activamente para o processo eleitoral. A coragem dos milhões de iraquianos que, arriscando as suas próprias vidas, se preparam para ir votar no próximo Domingo.
Democracia e Religião
Anda por aí a passear-se tranquilamente pelas ruas cá do burgo (cujo aburguesamento deve ser virtuosa e severamente punido, claro está) gente que insiste em não querer olhar de frente para o que se vai passando do outro lado do nosso querido Mediterrâneo.
É que, por essas tão encantadoras paragens, por onde pululam fanáticos criminosos que heroicamente resistem à praga globalizadora do capitalismo, da democracia e da liberdade, continua-se a dizer (e a repetir) coisas tão sublimes como estas: "A democracia assenta no direito de escolher a religião", e isso é, obviamente, "contra a lei de Deus".Está tudo dito. Deus é grande e, como tal, tem as costas largas. Larguíssimas!
É que, por essas tão encantadoras paragens, por onde pululam fanáticos criminosos que heroicamente resistem à praga globalizadora do capitalismo, da democracia e da liberdade, continua-se a dizer (e a repetir) coisas tão sublimes como estas: "A democracia assenta no direito de escolher a religião", e isso é, obviamente, "contra a lei de Deus".Está tudo dito. Deus é grande e, como tal, tem as costas largas. Larguíssimas!
2005-01-24
Guerra e Democracia
"Nós declarámos guerra à democracia e a todos aqueles que procuram pô-la em prática." Quem o disse foi um terrorista assassino.
Para quem ainda não tenha percebido bem, isto é uma declaração de guerra. Para quem ainda não tenha percebido bem, somos nós o alvo. Nós, a nossa forma de vida, a nossa liberdade. Em guerra é bom saber por onde se anda. Nós não podemos dar-nos ao luxo de nos perdermos. "Nós vamos em frente com completa confiança no triunfo da liberdade."
p.s.: as frases citadas pertencem a dois recentíssimos dircursos tornados públicos: um da autoria de Zarqawi outro de Bush. Faça o favor de escolher.
Para quem ainda não tenha percebido bem, isto é uma declaração de guerra. Para quem ainda não tenha percebido bem, somos nós o alvo. Nós, a nossa forma de vida, a nossa liberdade. Em guerra é bom saber por onde se anda. Nós não podemos dar-nos ao luxo de nos perdermos. "Nós vamos em frente com completa confiança no triunfo da liberdade."
p.s.: as frases citadas pertencem a dois recentíssimos dircursos tornados públicos: um da autoria de Zarqawi outro de Bush. Faça o favor de escolher.
Libertação
Há coisas sobre as quais é difícil falar, escrever... até pensar. Auschwitz é uma delas. No próximo dia 27 de Janeiro faz 60 anos que esse nome entrou na nossa memória. Convém não esquecer — especialmente quando começa a desaparecer a memória viva.
2005-01-19
Auto-ajuda
A expressão causa-me arrepios. Associo-a a publicações como a Xis, com a sua mistura engenhosa entre pseudo-ciência e crendice, com a sua veneração pelo que é "alternativo", da "medicina alternativa" a tudo o resto. Aliás, a expressão auto-ajuda é duplamente mentirosa. Não é ajuda, nem "auto".
Mas eis que me caem os olhos sobre uns livrinhos que uma alma caridosa (?) fez surgir em minha casa. Título da colecção? "Auto-ajuda para crianças". Estamos perdidos.
Mas eis que me caem os olhos sobre uns livrinhos que uma alma caridosa (?) fez surgir em minha casa. Título da colecção? "Auto-ajuda para crianças". Estamos perdidos.
Ambiente, paisagem e Estado
Acabo de passar os olhos pelo Local, do Público. Uma notícia chama-me a atenção: a Câmara Municipal de Cascais prepara-se para requalificar a orla marítima. Não é tanto a notícia que interessa, mas muito mais o que me traz à memória. Cascaense de sempre, conheço bem a zona, e recomendo um exercício interessante. Percorra-se a costa desde a Estalagem do Farol até ao Forte de S. Julião da Barra. Toda a extensão onde o Domínio Público Marítimo foi cumprido está hoje coberta de betão, de "equipamento", de "mobiliário urbano". As zonas mais belas são aquelas onde as casas foram construídas até ao mar, onde os velhos rochedos foram preservados, onde o mar ainda bate onde sempre bateu: do Seixas (junto à praia do peixe) ao Albatroz, da Praia da Poça ao Forte de Santo António da Barra.
Colecção Mitchell & Kenyon
A não perder: Inglaterra — as imagens da História, no Xanelcinco. Aproveite para viajar um século em direcção ao passado, na "máquina do tempo".
2005-01-17
O arsenal da democracia
A propósito do discurso inaugural do Presidente dos EUA, que se espera grande, lembrei-me de um outro grande discurso, de um não menos grande Presidente:
"We must be the great arsenal of democracy. For us, this is an emergency as serious as war itself. We must apply ourselves to our task with the same resolution, the same sense of urgency, the same spirit of patriotism and sacrifice as we would show were we at war."O discurso retrata bem a determinação, o espírito resoluto do liberalismo americano. O Presidente em causa era o enorme FDR.
"Celebrating Freedom"
Começou a contagem decrescente para um dos momentos mais importantes da política mundial - o Discurso Inaugural do Presidente dos Estados Unidos da América. Será no próximo dia 20 de Janeiro, como manda a tradição.
O discurso do Presidente será subordinado ao tema "Celebrating Freedom, Honoring Service". Dado o contexto que se vive, este é um discurso que os liberais devem ouvir com toda a atenção.
O discurso do Presidente será subordinado ao tema "Celebrating Freedom, Honoring Service". Dado o contexto que se vive, este é um discurso que os liberais devem ouvir com toda a atenção.
Será do Frio?
Estava eu todo entretido a recuperar a leitura dos jornais diários da semana passada quando, a páginas tantas, fico absolutamente siderado: "PS ESTUDA CONGELAR VALOR DAS PROPINAS".
Mas isso é coisa que se estude? Ou melhor: isso é coisa que ainda se estude? Isto, sinceramente, cheira-me ao cábula que está a repetir a cadeira pela terceira ou quarta vez...
É que, desculpem a inocência, mas qual é o objectivo de uma política de educação? Será promover um ensino bom ou baratucho? Será melhorá-lo ou desbaratá-lo?
Mas isso é coisa que se estude? Ou melhor: isso é coisa que ainda se estude? Isto, sinceramente, cheira-me ao cábula que está a repetir a cadeira pela terceira ou quarta vez...
É que, desculpem a inocência, mas qual é o objectivo de uma política de educação? Será promover um ensino bom ou baratucho? Será melhorá-lo ou desbaratá-lo?
Crueldade Intolerável
De acordo com uma notícia da Sky News, um grupo de cidadãos de Staffordshire interpôs uma acção no High Court of England and Wales, pedindo a imposição de uma zona de exclusão de cinco milhas em torno das suas habitações. Exclusão de quem? De activistas defensores dos “direitos” dos animais. Esclareço desde já que considero absurda a noção de “direitos” dos animais: experimente decidir se uma vaca tem direitos de propriedade sobre si própria à hora do pequeno almoço (presumindo que consome leite nessa refeição). A melhor frase que encontrei sobre o assunto é de um leitor de um jornal americano, que disse “acreditar que todos os animais nascem com o direito natural e inalienável à vida, liberdade e a serem perseguidos por outros animais, para serem mortos e comidos”.
Ironias à parte, a inexistência de “direitos dos animais” não significa que os humanos não tenham obrigações éticas para com eles, significa apenas que estas obrigações, uma vez transpostas para a lei, acabarão inevitavelmente por ser usadas instrumentalmente e reduzir a liberdade humana. Infelizmente vai aumentando a frequência com que grupos de indivíduos histéricos cometem as mais elementares violações aos direitos humanos, em nome dos inexistentes “direitos” dos animais.
No caso em questão, o objecto da fúria irracional dos activistas é uma quinta onde são criados animais usados em experiências científicas. Associações como a “Salvem o Porquinho da Índia!”, “Campanha: Falem!” ou a “Frente de Libertação do Animal” (juro que não inventei os nomes) são acusadas de uma série de actos de vandalismo, desde ataques generalizados à propriedade alheia, incluindo fogo posto numa companhia que vende produtos à referida quinta até, pasme-se, à profanação de um túmulo, de onde desapareceu o cadáver do parente de um dos proprietários da quinta.
Se a zona de exclusão não resolver o problema, sugiro a aplicação aos membros destes grupos anti-sociais de uma “zona de restrição”, vulgarmente conhecida como prisão. Ou jaula, se isso os fizer sentir mais confortáveis.
Ironias à parte, a inexistência de “direitos dos animais” não significa que os humanos não tenham obrigações éticas para com eles, significa apenas que estas obrigações, uma vez transpostas para a lei, acabarão inevitavelmente por ser usadas instrumentalmente e reduzir a liberdade humana. Infelizmente vai aumentando a frequência com que grupos de indivíduos histéricos cometem as mais elementares violações aos direitos humanos, em nome dos inexistentes “direitos” dos animais.
No caso em questão, o objecto da fúria irracional dos activistas é uma quinta onde são criados animais usados em experiências científicas. Associações como a “Salvem o Porquinho da Índia!”, “Campanha: Falem!” ou a “Frente de Libertação do Animal” (juro que não inventei os nomes) são acusadas de uma série de actos de vandalismo, desde ataques generalizados à propriedade alheia, incluindo fogo posto numa companhia que vende produtos à referida quinta até, pasme-se, à profanação de um túmulo, de onde desapareceu o cadáver do parente de um dos proprietários da quinta.
Se a zona de exclusão não resolver o problema, sugiro a aplicação aos membros destes grupos anti-sociais de uma “zona de restrição”, vulgarmente conhecida como prisão. Ou jaula, se isso os fizer sentir mais confortáveis.
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